Mestrando Cinzento

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La “Associaçâo Luta e Arte da Capoeira” (Aluá Capoeira) es una entidad fundada el 16 de Julio de 2006 en la ciudad de Valencia (España) que tiene como principal objetivo mantener el equilibrio cultural del arte de la Capoeira y, junto a ello, el desarrollo de nuevos métodos de enseñanza, tanto prácticos como teóricos, que vienen a incentivar y preservar el valor que dieron los antiguos mestres a este arte.
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Escrito por Aluá Capoeira   
Martes 22 de Julio de 2008 10:54

Se puede decir que cultura es todo lo que un pueblo tiene a su favor, podemos definirla como un gran número de elementos con los cuales una sociedad se alimenta, piensa y manifiesta, incluso ponerse en contra a toda la pluralidad del sujeto.

Así todo el mundo dispone totalmente de su organización y de todo lo que traspasa las necesidades inmediatas de su producción. El mecanismo singular la constituye, le permite dirigirse hacia las reflexiones humanas, pudiendo asegurarse una dinámica activa de su transformación, no habiendo contradicción en el discurso que predomina en la permanencia del pasado sobre el futuro.

BREVE RESEÑA HISTÓRICA DEL MACULELÊ y LA SAMBA DE RODA.

Dice la historia que la cultura brasileña, o por lo menos parte de ella, se originó dentro de los cañaverales de Santo Amaro/Bahia. El maculelê ha sido enseñado de generación en generación hasta lograr la forma actual de manifestación, siendo su principal característica la presencia de palos para bailar. Rescatado por Mestre Popó, su aparición en las fiestas populares de la ciudad, hizo renacer esta rica manifestación.

La Samba de Roda surgió mientras los negros trabajaban cortando la caña componían sus propios versos y el día en que la cosecha era abundante sus dueños les concedían un día de fiesta. ¡Es fiesta en el cañaveral! Entre palmas, canciones y muchos giros la celebración se hacia larga, un baile donde los hombres movían los pies y las mujeres meneaban sus caderas de forma impresionante.

Les damos las gracias a Paulinho Aluísio de Andrade (el Popó del Maculelê) por haber rescatado, en 1940, este peculiar baile, y a Dña Emilia Biancardi que en la década de 60 con el grupo Viva Bahia por la edición de su libro que también cooperó en ello.

 
Quem é você que vem de lá? PDF Imprimir Correo electrónico
Escrito por Mestrando Cinzento   
Viernes 01 de Agosto de 2008 21:56

Dizem que cheguei aqui em condições precárias, e sem saber quem eu era. Que passei dias de fome, sede e frio. Não sei se é verdade, mas a verdade que tenho dentro de mim é que sou fruto do encontro de três raças.

Sou mandinga, malícia e jogo, porque sei ganhar e perder.
Sou homo, porque não tenho sexo definido, ou seja, sou homem, menino e mulher.
Sou inodoro, porque não tenho cheiro.

Dizem que tenho minhas origens na pele preta, mas acredito que sou incolor, pois não tenho cor e sou de todos.

Sou fera, porque deixo o meu rastro por onde passo.
Sou fruto daqui desta terra.
Sou sua, e você é meu.

Sou vida porque vivo dentro de você, então você sou eu.
Sou pagã, derradeira e escudeira.
Sou a exclusão de uma sociedade e sou aceita pela mesma.
Sou uma escória. Por que me rotularam assim? Não importa,
sou a história deste povo.

Dizem que me libertaram em 1930, mas acho que sempre fui livre, sou dona de mim, por isso sou assim, ágil, lenta, rasteira, malandra, adulta e infantil, eu sou brasileira.

Sou cúmplice daqueles que me querem.
Tenho a minha própria sina, pois sou gentil e amorosa.
Sou cortês, acho que tenho que ser sempre assim, afinal a "cortesia é contagiosa".
Sou irreverente e equilibrada.
Assim sou eu, altamente minuciosa.

Transpassei o transcurso do meu tempo e acredito que viverei eternamente porque sou passada de boca em boca, de geração à geração.

Assumo que tive meus dias de repressão, mas me fiz vitoriosa, tenho meus fundamentos baseados na minha própria tradição, fiz a minha própria lei.

Sou luta, pois estive na guerra. Guerreei junto com o meu povo.
Sou arte porque sou bela e talvez a mais bela de todas elas.
Sou dança porque me mecho mediante a música e me solto no compasso da minha ginga.
Sou cultura, sou a estrutura de um povo.

Peço a você que me identifique,
Você me dirá como quer me pintar.
Com licença, permita que me apresente.
Meu nome é capoeira.
Sim, sou eu, sou eu camará.

Agora lembre-se sempre que sou daqui desta terra.
Estive na colheita do café, cortei cana nos canaviais.
Estive amordaçada nas senzalas e violada por maus feitores, mas rodei minha baiana e dei a volta por cima.
Me tornei a coqueluche daqueles que diziam ser meus senhores.

Sou eu, sou eu camará.
Eu sou capoeira.

Sou o brilho e o ofuscar das nuvens escuras que sobrevoavam sobre mim naqueles tempos, tempos de tristeza, maldade e desasossêgo. Como? Remordimento? Nunca!

Fui acorrentada, e por mim muitos foram sacrificados.
Reconheço o esforço de todos.
Mas o que passou, passou e esse tempo já é passado.

Hoje sou plena e agradecida, mas para chegar a esse ponto tive que viver na noite, na esbórnia, na boemia e na malandragem. Nesse tempo todo mundo já me conhecia e nele eu dei cabeçadas e rasteiras.

Vaguei pelos becos, tive minha morada no gueto, me transformei em cineasta, hoje deleito de uma vida vasta.

Sou eu, sou eu camará.
Sou eu capoeira.
Sim, sou agradecida e rebelde, pois estive um período à merce da delinquência.

Mas, me informei, me graduei e no meu diploma queriam que contasse que fui vadia por ter me refugiado na alegria das ruas. Sim, é verdade! Queriam também que contasse o perfil de uma das profissões mais antigas do mundo.

Lembre-se, vivi nas ruas, rodei dentro de grandes círculos e centros, dei a volta ao mundo, mas não sou vagabunda.

Meu nome é capoeira
Sou eu, sou eu camará.
Sou a digestão de "tudo o que a boca come".
Sou aquilo que você quiser.

Mas lembre-se, que eu bato com a mão, a cabeça e o pé.

Sou anjo e criatura, porque fui a própria desordem, e hoje eu sou camará, a ordem e progresso do meu povo.

Para concluir deixe-me resumir toda uma vida de persistência e experiência.

"Desde a noite que me envolve, negra como um poço escuro de polo a polo, agradeço aos deuses, quaisquer que sejam, por minha alma indomável. Nas garras dos ferozes das circunstâncias, não me entreguei, nem gritei com voz alta, de baixo dos açoites injustos. Tenho a cabeça ensanguentada, não inclinada. Para mim não importa que a porta seja estreita ou que eu tenha um pergaminho carregado de condenas. Eu sou a dona da minha sorte, eu sou a capitã do barco em que navega o meu espírito". Eu sou capoeira.

mestrando cinzento

 Texto de:
Wellington de O. Siqueira.
Mestrando CINZENTO.
Tel: 600072978
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www.aluacapoeira.com

Ultima actualización ( Viernes 01 de Agosto de 2008 22:21 )
 


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